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Faculdades Santo Agostinho debatem Direito das Mulheres

Tema aborda discursos religiosos às práticas sociais sobre o feminino

O Curso de Direito das Faculdades Santo Agostinho, debate nesta quinta-feira (07.12) "Direito das Mulheres: Dos Discursos Religiosos às Práticas Sociais sobre o Feminino", com entrada gratuita.

A palestra será às 19h30min, no auditório do Campus Shopping Montes Claros e terá como mediador o Dr. Ildenilson Meireles Barbosa, e palestrantes os professores doutores Rodolfo Bastos, Simone Rosiane Corrêa e Amanda Muniz Oliveira.

O coordenador do curso de Direito Santo Agostinho, professor Dr. Rafael Moura explica que mesmo com os avanços referentes aos diretos das mulheres que foram conquistados aos longos dos anos, ainda tem muito por se fazer, principalmente no que diz respeito ao reconhecimento e igualdade plena de gênero.

“Observamos que as mulheres, mesmos as mais capacitadas e qualificadas profissionalmente, ainda ganham menos que os homens nos cargos de chefia. Isso é uma prática que fere a meritocracia e direito constitucional de que todos somos iguais perante a lei”, ressalta Rafael Moura.

O professor destacou, ainda, que mudar pré-conceitos existentes em uma sociedade patriarcal como a brasileira, em que as mulheres viveram séculos de submissão, não é tão simples assim e leva-se tempo,mediante uma verdadeira reformulação valorativa e educacional em nossa sociedade.

“Viemos de uma mentalidade arcaica, em que as mulheres, negros, homossexuais e pobres não tinham direitos plenos. No caso das mulheres, elas eram criadas e conformadas para ser apenas dona de casa. Ao longo dos séculos, essa mentalidade foi aos poucos mudando. Hoje, em pleno século XXI, ainda existem casos em que as mulheres são submissas ao marido ou companheiro, inclusive vítimas fáceis da deletéria violência doméstica. Foram séculos de direitos negados, no trabalho, na vida social, política e religiosa. Os casos de feminicídios que ainda assustam pela crueldade são frutos dessa natureza machista que não consegue ainda enxergar a mulher como um ser de direito. Por isso, é importante sempre debater e contextualizar temas tão importantes como este”, finalizou o coordenador do curso de Direito.